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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Poema

SINA

"Esperei por um tempo um tanto quanto interminável.

Inspirei-me nas canções mais agradáveis
Para driblar os pesares que me afobasse.
Relevei tuas insinuações
Que contradiziam com a minha verdadeira intenção.
Conquistei floristas para ganhar o teu plantio
Junto às outras flores.
Revirei meus sentimentos,
Embaracei os meus princípios por tua virtude.
Em razão desta minha sina,
Não desisti da tua presença,
Não enfraqueci a minha crença,
Não me afastei da tua rua,
Não me vejo longe da tua face.
Quero ocultar em mim os desafios que me ponderam,
Eu quero que teus olhos reflitam a nossa história,
Eu quero que tuas lágrimas afoguem minhas angústias.

Eu quero que o meu vazio seja preenchido,
Seja pelas pétalas do teu jardim pomposo
Ou pelas lembranças infelizes que um dia o passado nos presenteou.
O que convém é a fusão do nosso amor
É o desfecho da minha história:
O mocinho e a mocinha beijam-se;
Ao fundo, uma canção como esta,
Mostrando todo enredo no qual um dia fomos protagonistas."
Luiz Fernando Guarnieri Passos

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Tristeza



Meu Deus, que o mundo tenha fé e que essas pessoas que sobreviveram a essa catástrofe, sejam acolhidas com dignidade e respeito nesse momento que além de parar o mundo, paralisou nossos corações diante de tamanha tristeza...
Solidariedade é que precisam agora....
Luiz Fernando Guarnieri Passos

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Poema



AVESSO

"Contou-me que o rebanho

Perdeu-se na infinita selva;
Contou-me que os leões
Adormeceram no pasto ladeado
De características do deserto aglomerado;
Contou-me que o cardume
Afogou-se com o excesso do seu ar;
Contou-me que Mercúrio
Não mais próximo ao Sol ficou.
Haveria, ainda, alguma mudança caótica?
As abelhas operárias que digam,
Suadas e exaustas
De tanto serviço,
De tanta mesmice
E com tamanha ausência,

Do pólen das margaridas.
Que digam as margaridas
Murchas e despetaladas
De tantos olhares,
De tantos arranhões
E com intensa solidão
Do toque humano, outrora carinhoso.
Por bem, é preciso calar-se, pois
Palavras à solta
Geram cobiça e o avesso do bem,
Que digam João, José, Maria, Luzia..."

Luiz Fernando Guarnieri Passos

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Poema

ETERNA

"É como se as rosas,

Vermelhas e estonteantes,
Perdessem o brilho à sua própria maestria.
A sua presença condecora o público,
Estabelece vínculos,
Exala amor e carinho,
Transparece a autenticidade
E recolhe o imperfeito,
O qual nunca existiu.
As luzes de seu figurino
Transformam-na em caminho:
Modelo de vitalidade,
Anjo colorido,
Um menestrel.
Recebe o posto de rainha,
Não somente pela beleza inesgotável,
Todavia pelo domínio de seu espaço.
Entrada triunfal:
A neblina é a cortina do seu palco,
-Abram-nas!
Aos sons das cantigas dos passarinhos
Eterniza-se a incomparável herdeira,
Do palco,
Das luzes,
Da assembleia,
Dos amigos,
Da simpatia,
Da irreverência,
Enfim,
Herdeira da VIDA."

Luiz Fernando Guarnieri Passos




Rosamaria Murtinho