Meus Favoritos

  • A Cabana - William P. Young
  • A Cidade do Sol - Khaled Husseini
  • A Menina que roubava livros - Markus Zusak
  • Antologia Poética - Carlos Drummond de Andrade
  • Auto da Barca do Inferno - Gil Vicente
  • Contos - Machado de Assis
  • Dom Casmurro - Machado de Assis
  • José - Carlos Drummond de Andrade
  • Memórias de um Sargento de Milícias - Manuel Antônio de Almeida
  • Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
  • O Auto da Compadecida - Ariano Suassuna
  • O Caçador de Pipas - Khaled Hosseini
  • O Cortiço - Aluísio Azevedo
  • O Jogo do Anjo - Carlos Ruiz Záfon
  • Odisséia - Homero
  • Poemas Completos de Alberto Caeiro - Fernando Pessoa
  • Primeiras Estórias - Guimarães Rosa
  • Revolucione sua Qualidade de Vida - Augusto Cury
  • Vidas Secas - Graciliano Ramos

Pesquisar este blog

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

DESEJO ISSO...





Desejo que o próximo tenha fé,
Que todos os seus sonhos se realizem
Desejo todo o blá-blá-blá da felicidade.
Desejo que o canário nunca desafine,
Que as folhas sempre caiam no outono
e bordem as ruas com tapetes floridos.
Que Caetano Veloso continue Sozinho nas suas canções.
Desejo sorte à inflação,
Cérebro aos nossos políticos
E coração aos impiedosos.
Desejo até que a novela das oito nunca comece mais cedo,
Que os atores sempre caiam nos palcos.
Desejo paz para Bin Laden,
Que o céu o acolha.
Desejo a volta de Cazuza na Metamorfose de KássiaEler.
Desejo que as cordas de um violino sejam dedilhadas
Até o seu rebento.
Que o som se propague feito as tragédias:
Na velocidade da luz.
Que as orações ao dormir
Sejam canções: rock, samba, gospel, rave metal...
Que ao falar em Deus todos se entendam
E se respeitem.
Que os idiomas sejam sempre diferentes.
Que a América seja vizinha da África,
Esta seja cunhada da Oceania,
Esta seja irmã do oriente,
Este seja filho do Sol,
Este esposo da Mãe Terra.
Desejo que essas minhas tolas palavras sejam lidas, apenas.
Desejo tanto em tão pouco de vida!
Desejo que as estações mostrem aos humanos,
Cabeças-duras e felizes,
Que as flores da primavera,
O calor do verão,
Que as folhas de outono
E que o frio do inverno,
São sinais do Deus que você crê
Por um mundo no qual tudo tem seu tempo,
Seu momento,
Sua vez,
Seu destaque.
Desejo que as asas do avião,
Risquem o céu.
Desejo que a língua portuguesa se modifique sempre
para dizer constantemente os vários significados das palavras:
sonho, amor, alegria, perspicácia, fé...
desejo que o título desse escrito traduza todos os versos...

                                                            Luiz Fernando Guarnieri Passos

Desfile - Comércio de Poloni
Associação Comercial

sexta-feira, 29 de abril de 2011


NOTA REAL, POLÍTICA E TRÁGICA

Recentemente, nossos olhos foram indignados da indigestiva tragédia no centro de educação na Capital Maravilhosa.
Nesse instante, ponho-me a pensar: a contradição, a variedade, a diferença, a vulnerabilidade são situações realmente impressionantes. E principalmente a imprensa, responsável em formar pensamentos, criticar, traduzir a notícia e dela exibir todas as suas glórias e inglórias do presente.
Num momento, todas as lentes curvam-se diante de tamanha barbárie no Rio de Janeiro, a qual se tornou centro e alvo da imprensa sem tréguas, mesmo que levando ao público um acontecimento estapafúrdio e inacreditável como conto de fadas. Em outro momento, as lentes tornam-se fãs, sedentas de algo que até mesmo o Livro Sagrado ensina: o matrimônio. A diferença é que são noivos “anormais” unindo-se diante da estupenda abadia de Westninster, a “Big Bang” de Londres: a realeza. Um fato notório e que, assim como o citado anteriormente, provocou o mundo e resultou nas mais diversas maneiras de sentir uma notícia. Que coisa incrível! Que mudança fácil para a notícia e para as câmeras, todavia, que mudança difícil para nós humanos depois de tanta variação de sentimentos.
Diante disso, encerro mais esse desabafo, direcionando-me aos mais vistos da história: os integrantes da política brasileira.
- Estou preocupado com os senhores amigos políticos, os quais, quase que totalmente, ocupam o ranking dos escândalos mais vistos pelo mundo clicados e registrados tão perfeitamente pelos meios de comunicação e que se “vocês” não amarrarem vossas calças...
Cuidem-se governantes brasileiros: quem avisa, por incrível que pareça, amigo é!
Ah! Ia me esquecendo: Felicidades aos noivos do século.


Luiz Fernando Guarnieri Passos


29 de Abril de 2011

sábado, 12 de março de 2011

Cá estou, novamente, para traduzir meu espanto e piedade em palavras.
Percebo que tudo isto me parece uma ousadia matemática da natureza, transformada em reação maléfica.
A multiplicação das catástrofes pelo mundo faz-me andar pelas nuvens, encontrar Deus e o “bom dia” de cada morador da pacata cidade em que habito e me vangloriar por isso. Faz-me observar que as minhas queixas quanto ao meu “mundinho” isolado são apenas azeitonas dentro de uma enxurrada de conflitos intensos que vivem nossos irmãos.
Os “olhinhos puxados” e donos de uma etnia próspera e que fez história, sofre a dor da perda, da inglória, da maluquice e da instabilidade da “Mãe Natureza”. Seria justa mais essa sofreguidão com nossos irmãos orientais, depois da inigualável destruição de Hiroshima e Nagasaki, cuja diferença foi ter sido provocada pela mão humana. Seria uma revanche?  Que confusão!
As imagens, nuas e cruas, exibidas pelas emissoras de televisão são colírios para nossos olhos, cuja gota, ao tocar a camada colorida de nosso olho, rejeita, dói, aperta, inflama, até uma possível cura.
As vidas contadas em coletividade, sem a procura DAQUELE ou DAQUELA pessoa. Todos são tratados como indigentes e desaparecidos... pessoas que fizeram história na vida de outras.
Agora, imaginem: Você constrói sua vida com muito trabalho e suor e teve que dizer “adeus” às coisas e pessoas mais importantes dela.
O mundo para! Estático, boquiaberto, mudo e à mercê de novos tempos. Socorrei-os divino estas pessoas que não conheço, a não ser por suas dores e sofrimentos.
Por mais agradável que seja para mim escrever, escrever, amar a língua portuguesa, espero não mais direcionar e-mails contendo textos como estes: de tristeza, de perda, de dor...
Abraços!!!
Uffah!


Luiz Fernando Guarnieri Passos
Março 2011

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

SENSIBILIZE-SE

Há um ano indignava-me pelo Janeiro marcante e inesquecível de 2010, cuja história foi escrita por milhares de mortes num país geograficamente pequeno e desprovido de riquezas materiais, Haiti. E também o nosso “Estado Maravilhoso”, Rio de Janeiro.


Novamente repetiu-se a fúria indomável da “Mãe Natureza”.

Deixo registrado nessas considerações a minha tristeza pelo sofrimento infinito desses inocentes cidadãos do “Estado Maravilhoso”.

É impossível não se sensibilizar com tamanha tragédia. São vidas, iguais a nossa, literalmente soterradas, enterradas, sepultadas. São sonhos soterrados pela terra outrora lavrada pela própria vítima.

A lágrima, a angústia, o soluçar, o desespero, o êxodo, o pânico, a memória, o físico, o vazio, o destruído... Essa enxurrada de palavras maléficas invade como dor incurável, esses corações abalados. Você, caro leitor, coloque-se ao menos uma vez na vida, no lugar dessas vítimas. Imaginem a sofreguidão das famílias, o ciclo de vida interrompido pela força brutal da natureza. Imaginem quão doloroso é tudo isso. Sensibilize-se. Amenize a dor dessas pessoas começando pela sua indignação. Se você é lúcido, caro leitor, tão lúcido que não rasgaria uma nota de cem reais, então mexa o caldeirão de sentimentos bons que é armazenado no seu coração e propague, seja por telepatia, por oração, por cartas, por dinheiro, por alimento, por “dó”... Enfim, SENSIBILIZE-SE.

Também são desejos materiais que foram engolidos. O desejo da “vida melhor” tornou-se a expectativa de um recomeço. A nova televisão que um dia puderam comprar e que hoje não puderam assistir nem à própria tragédia; sofás que fariam adormecer sonhos; brinquedos que fincaram sorrisos no mundo mágico dos pequeninos; tijolos que formaram o doce lar de cada integrante familiar. Enfim, objetos que fizeram parte da história de cada afetado pelo furor da natureza.

As dúvidas surgem de cada sofredor: “... E agora? Agora não sei...”. A incerteza protagoniza os sentimentos e a premonição de cada um deles. Eles perderam a dignidade a partir do momento que já não puderam se despedir daqueles que fizeram história em suas vidas. Aqueles que foram, por motivos que ainda me ferem, sepultados como objetos perdidos, dos quais seus “donos” não mais os reencontrarão.

Encerro esta minha nota de dor com uma mensagem aos meus irmãos Paulistas e Cariocas. Um dia um grande poeta, dono de pseudônimos, chamado Fernando Pessoa, ao final de um de seus escritos, disse: “Pedras no caminho? Guardo todas... um dia vou construir um castelo...”.

Luiz Fernando Guarnieri Passos