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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Poema

MENINO OURO


Pobre menino, tão singelo, amarga vida;
Em tão pouca alegria, ausência de cor;
Oh! Vida incrédula, suave brisa sem começo;
Enxuta dessa alma ferida, a solidão que tanto aperta.


É de ouro, reluz toda maravilha de sua inteligência;
Menino, quão belo és tu, num jardim sem flores.
Aprecia seu saber, sem saber o que não sabes,
procura em longas beiras: verdade e amor.


Se um dia cansar de ser de ouro, ouro reluzente;
Prega na tua face, a verdade não confundida,
para que saibam os flagelos que sofrera.






Brilhe no clarão seu raio dourado,
não temas a vinda de abalos ou tufões,
apenas brilhe, brilhe sem restar opaca luz.

Luiz Fernando Guarnieri Passos

 
 
 
 
 
Amigos! Este foi o primeiro poema de minha autoria. Um dos que mais me orgulho.

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